por Triana Borges
A Crosstalent é um encontro que tem na informalidade e na auto-organização dos participantes – profissionais e representantes ligados ao campo da criação interativa – sua estratégia-chave de sucesso. Esse encontro surgir originalmente na Espanha, em 2008 ocorreu na Argentina e pela primeira vez no Brasil. Aconteceu em Porto Alegre, no dia 19 de Setembro, na Unisinos, tendo como organizadora e apoiadora principal a AGADi. As propostas são sugeridas pelos seus próprios participantes. Por isso, algumas semanas antes do evento, são postados no blog (http://brasil.crosstalent.org) propostas de temas a serem debatidos.
Abaixos esta a proposta feita pelo grupo nº 07, no qual participou Lívia Lampert, representante da Linea no encontro, para a seguinte temática:
Casa de Ferreiro – Espeto de pau, como as agências utilizam as ferramentas de comunicação que oferecem para seus clientes?
Tema complicado de explicar…Conclusões do grupo:
O velho ditado é pertinente, será que as agências estão tomando conhecimento e utilizando-se corretamente das ferramentas Web que oferecem a seus clientes? Estar a frente para oferecer o melhor a seus clientes, acompanhando as tendências do mercado e a proliferação exponencial de ferramentas/redes/aplicativos não é tão fácil quanto parece no dia-a-dia das agências.
Refletindo sobre o assunto, o Grupo 7 apontou cinco fatos relevantes sobre o assunto:
1 | Nem todas as ferramentas são adequadas a todo tipo de negócio
Isso quer dizer que as agências não precisam necessariamente utilizar-se de todas as ferramentas existentes no mercado para si. Cada ferramenta, como qualquer meio de comunicação e relacionamento, tem uma proposta, alguns objetivos, um público que o utiliza e adequa-se a X estratégias. O importante é que as agências estudem estas ferramentas e suas respectivas propostas, para então oferecer no mix de comunicação de seus clientes aquelas mais adequadas, bem como escolher quais são as melhores para uso próprio e prospecção da agência.
2 | Os próprios cases funcionam como boas ferramentas de venda para agências
A agência fez um trabalho legal para um cliente de renome? Pode contar que isso trará novos clientes interessados. Por isso muitas vezes as agências preferem investir na montagem de um bom portfolio a trabalhar com uma pluralidade de ferramentas web.
3 | Falta estrutura de marketing na agência voltada para comunicação da própria
Esse é o argumento mais objetivo sobre a realidade “Casa de ferreiro, Espeto de pau” nas agências. Dentro de um mercado em expansão, as agências lutam por reconhecimento e espaço no mercado. Com estruturas enxutas, têm seu tempo tomado pelos projetos de seus clientes, que de fato viabilizam a sustentação da agência, e aí o marketing próprio fica em segundo plano.
4 | É uma experiência para os dois lados
A cada dia mais ferramentas, e cada uma já existente está em beta infinito. Para as agências, isso significa uma demanda constante por atualizações, e uma dificuldade também constante de acumular expertise no uso da ferramenta. Por conseguinte, projetos que se utilizam de ferramentas web acabam sendo uma nova experiência não só para o cliente, mas para a agência também.
5 | Colaboradores x ferramentas
Certas vezes a agência proporiamente não se utiliza de determinada ferramenta, mas há a utilização da mesma por seus colaboradores, que conseqüentemente envolvem o nome da agência, mas esta participação não é centralizada e muitas vezes totalmente desconhecida ou mesmo ignorada pela agência. Se a agência não faz um bom trabalho de endomarketing, não há garantias de que esta participação vá ser positiva para a agência.